Ao longo dos anos, passaram por alguns dos maiores eventos medievais portugueses, entre eles Óbidos, Silves, Castro Marim e Santa Maria da Feira, e atravessaram fronteiras para atuar em países como Espanha, França, Itália e Alemanha.
São quatro músicos e tocam uma combinação pouco discreta de gaitas-de-foles, bouzouki e davul. Aliás, foi precisamente à gaita que foram buscar o nome: cornamusa é um antigo sinónimo de gaita-de-foles. Mudaram-lhe uma sílaba e ficou também uma piscadela de olho à origem Lusitana.
A sua música parte de sonoridades antigas, mas nunca teve grandes intenções de ficar presa ao passado. Misturam melodias de inspiração medieval com harmonias, ritmos e influências contemporâneas, criando um repertório maioritariamente original.
Por isso dizem que fazem música quase medieval.
Não procuram fazer uma recriação musical rigorosa de uma determinada época. Preferem imaginar aquilo que a música medieval poderia ter sido se tivesse tido alguns séculos extra para se meter em sarilhos.
Pelas ruas de mercados e feiras medievais, os Cornalusa apresentam um espetáculo energético e próximo do público, onde a música original, o humor e a interação fazem parte da mesma receita.
Desde o primeiro álbum, “Cornalusa”, lançado em 2012, passando por “Isto era para ser medieval”, de 2017, continuam a fazer aquilo que fazem desde o início: música [quase] medieval com atitude, tal como acham que ela devia ter sido. Os historiadores que os desculpem.

1º CD: "Cornalusa"
